Castelo de Schönhausen

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O Schloss Schönhausen, localizado no bairro de Pankow em Berlim, é um palácio barroco que incorpora séculos de história prussiana e alemã. Sua história começa no século XVII, quando, em 1664, o terreno foi adquirido pela condessa Sophie Theodore von Dohna-Schlobitten, que construiu um palácio. No entanto, foi sob a propriedade de Friedrich II, conhecido como Frederico o Grande, que o palácio adquiriu sua forma atual e sua importância histórica. Em 1740, Frederico o Grande presenteou o palácio à sua consorte, Elisabeth Christine, que o utilizou como residência de verão. Elisabeth Christine, descrita como uma mulher piedosa e reservada, muito diferente de seu marido belicoso e pragmático, transformou o modesto edifício em um suntuoso palácio rococó. Com um orçamento limitado, mas com grande engenho, Elisabeth Christine ampliou o edifício e enriqueceu os interiores com decorações refinadas. Um exemplo notável é a sala de baile do primeiro andar, decorada pelo jovem estucador Johann Michael Graff, que criou uma esplêndida decoração rococó ainda visível hoje. Após a morte de Elisabeth Christine em 1797, o palácio perdeu grande parte de sua importância e foi utilizado esporadicamente. Durante o século XIX, o palácio e os jardins foram novamente renovados sob o projeto do renomado arquiteto paisagista Peter Joseph Lenné, que transformou o jardim em um parque inglês. Esta intervenção contribuiu para preservar o palácio como um local de beleza e tranquilidade, apesar do declínio de sua função residencial. No século XX, o Schloss Schönhausen testemunhou eventos históricos tumultuados. Após o fim da monarquia prussiana em 1918, o palácio passou para o controle do Estado Livre da Prússia e foi utilizado para exposições de arte. Durante a era nazista, o palácio serviu como depósito para obras de arte confiscadas pelos nazistas, muitas das quais classificadas como “arte degenerada”. Essas obras, consideradas contrárias à estética e aos valores do regime, foram escondidas do público e vendidas no exterior. Com a divisão da Alemanha após a Segunda Guerra Mundial, o palácio entrou em uma nova fase de sua história. Em 1949, com a fundação da República Democrática Alemã (RDA), Schönhausen tornou-se a residência oficial do primeiro e único presidente da RDA, Wilhelm Pieck. Durante este período, o palácio foi renovado e ampliado para sediar eventos oficiais e receber dignitários estrangeiros. Entre os visitantes ilustres estavam Nikita Khrushchev, Fidel Castro e Indira Gandhi. Após a morte de Pieck em 1960, o palácio foi utilizado como sede do Conselho de Estado da RDA e posteriormente como casa para os hóspedes oficiais do governo. Este papel continuou até a queda do Muro de Berlim em 1989. Durante o processo de reunificação alemã, o palácio sediou importantes negociações, incluindo aquelas que levaram à assinatura do Tratado de Unificação da Alemanha. Com a reunificação, o palácio foi transferido para a Fundação dos Palácios e Jardins Prussianos de Berlim-Brandemburgo, que iniciou um programa de restauração para devolvê-lo ao seu antigo esplendor. Desde 2009, o Schloss Schönhausen está aberto ao público e abriga exposições que ilustram sua rica história. Os quartos do palácio foram meticulosamente restaurados para refletir o período de Elisabeth Christine e o da RDA, oferecendo aos visitantes uma viagem fascinante através de séculos de história. Hoje, o palácio não é apenas um monumento histórico, mas também um centro cultural vibrante. As exposições incluem obras de arte da coleção de Elisabeth Christine e peças do período da RDA.
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